É segunda feira, dia chuvoso e tenho que ir trabalhar de qualquer jeito, reunião com a coordenadora, levanto de péssimo humor. Já desperto, procuro uma roupa descente para usar, me arrumo às pressas, engulo um café com leite e saio na rua terminando de comer um pão com manteiga. Vejo meu ônibus e corro até o ponto se perdê-lo serão mais vinte minutos no ponto, por sorte consigo pegar, porém lembro que esqueci algo em casa muito importante, os relatórios na minha pasta dão o sinal e desço e corro pra casa. Pego o maldito relatório e volto para o ponto. Inquieto enquanto espero encontro Suelen. Ela me cumprimenta e iniciamos uma conversa, mas não muito longa, pois seu ônibus logo chega. Sozinho de novo, andando de um lado pro outro olhando para o relógio, o ônibus finalmente chega pelo menos desta vez não está lotado, mas estou atrasado, porém nem encano mais sento encosto e durmo.
Por sorte chego a tempo, em cima da hora, ainda sim consegui não me atrasar, todos reunidos, um nerd chato começa a me alugar falando de um desses desenhos tipo Naruto, enquanto esperamos pela reunião. Então a coordenadora chega nunca me canso de olha – La, ela é uma mulher muito sensual, branca pele rosada, olhos castanhos claros, seios fartos, com aquela roupa social ainda ficava muito mais sexy. Nada de novo na reunião, volto para minha sala, o nerd continua me alugando, por sorte Vanessa me salva me chamando para ir almoçar junto com ela, era baixinha, tinha umas coxas grossas, um corpão embora seja feia de rosto. Resolvo investir, nunca dei sorte com colegas de trabalho, mas, porém não tinha nada a perder, não tenho sucesso, mas pelo menos não ficou um clima estranho entre nós. Volto para minha sala continua chovendo, no fim do dia, saindo do trabalho resolvo passar num bar, para tomar umas antes de voltar para casa.
Indo para o ponto, encontro minha coordenadora que me oferece uma carona, acho estranho, porém aceito a carona, tava um toró da porra! A gente conversa um pouco e percebo que ela está um pouco triste, pergunto para ela o que a afligia ela reluta um pouco, convido-a para passarmos num bar, ela aceita meio relutante como eu ela também não estava disposta a voltar para casa cedo. Ela me conta sobre seus problemas com seu antigo namorado, ele era um cara muito ciumento, a ponto de ser violento, então ela resolveu terminar a relação embora gostasse dele, estava se sentindo sufocada e com medo de ser agredida novamente. Fico surpreso tento animá-la, dizendo que mais cedo ou mais tarde ela encontraria alguém legal, que a achava muito atraente, nisso ela me beija repentinamente. Fico surpreso, mas aceito seu beijo, era surreal, sempre a desejei e agora estou ali numa mesa de bar aos beijos com ela, mesmo sobre tal situação, parecia ir tudo bem quando seu ex namorado aparece e da um grito. O cara me empurra e vem pronto para me dar um soco, dou um chute na cara dele em seguida me levanto e lhe dou uns sopapos na cara, nisso aparecem pessoas para nos separarem. No meio da confusão ela pega minha mão e me faz correr junto com ela até seu carro, sai cantando pinel. Ela me leva a um hotel, parecia um sonho, coisa de filme não conseguia acreditar que isso estava acontecendo comigo, nos sentamos e ficamos nos olhando um tempo, depois começamos a nos beijar, acaricio seu rosto, seus seios, enquanto ela tira minha camiseta, beijando – me e dizendo que adorou o modo como eu a protegi mais cedo, foi um sexo como eu nunca tinha feito antes, de uma maneira animalesca. Nisso o despertador toca, olho pela janela dia chuvoso novamente, ela ainda estava dormindo, peço serviço de quarto. Depois do café da manhã decidimos voltar para a casa não antes de mais uma transa!
Ela diz para faltarmos no trabalho hoje, não havia muitas coisas para se fazer juntos numa terça feira chuvosa, mas ela queria ficar comigo, eu estava achando aquilo tudo muito estranho e repentino e resolvo tirar algumas dúvidas, ela me conta que seu antigo namorado se transformou depois que sua irmã morreu, eles eram muito próximos e ele estava inconsolável e começou a se drogar em segredo por um ano, ela descobriu e continuou com ele sob a condição de que ele parasse de se drogar, o que não aconteceu, então ela resolveu terminar a relação, estavam de casamento marcado e tudo.
- Então foi isso?
- Sim.
- Tem certeza?
- Pois me pareceu que o maluco estava seguindo você.
- Sim ele me segue, mas me sinto segura contigo.
- Opa espera ai, fiz aquilo para me defender também, não estou afim de ser seguido por caras bêbados, descontrolados e porque você não vai a policia?
- Já fui, mas eles não podem fazer muita coisa, ele já está ciente que não pode ficar mais perto de mim, de que destruiu tudo que tínhamos, fiz o que pude para ajudar ele com a morte de sua irmã por um ano, agüentei tudo às bebedeiras, drogas, traições. Durante um ano, fui leal e sou agradecida com um soco na cara? Fui a policia sim, terminei a relação, porém ele continua atrás de mim, não sei mais o que fazer.
- Entendo, complicada a situação.
- Vamos fugir?
- Espera ai, o que rolou ontem foi legal, mas não acha que é cedo demais? E não sou o tipo de homem que foge.
- Me desculpa ando muito carente esses tempos, não sentia atração por homem nenhum há muito tempo, estou muito confusa não sei o que fazer.
Nisso alguém espanca minha porta gritando!
- Letícia sua vagabunda eu sei que você esta ai, abra a porta!
Aquilo já tinha ido longe demais, resolvi dar um afim naquilo tudo, digo para ela ficar no quarto e que seu sofrimento acabaria hoje. Decidi dar outra surra no pilantra e lhe dizer umas poucas e boas. Abro a porta o sujeito estava em trapos, cheirando a pinga com um bafo insuportável, cambaleando gritando o nome de Letícia estava causando uma bagunça no hotel, o gerente tentou impedir sem sucesso, já transtornado, tinha entrado nessa situação por acaso, tinha que sair dela o quanto antes, não como um covarde. O cara me empurra sem sucesso estava muito fraco para brigar.
- Onde está Letícia seu canalha, acha que é alguma coisa só porque agora está traçando ela?
- Veja como fala seu verme! E o canalha aqui é você, vou lhe ensinar boas maneiras!
Dei uma surra no safado e pedi para o gerente do hotel chamar a policia, pedindo desculpas sobre o que aconteceu. O cara foi levado pelos tiras, fiquei com pinta de herói aos olhos das mulheres do hotel, Letícia me abraça chorando digo para ela que agora acabou, ela me abraça e em seguida me da um beijo. Então ela me pergunta como ficaremos, respondo que é melhor irmos devagar, pois ela ainda era minha chefe e que não nos conhecíamos direito nunca tínhamos saído juntos a não ser por ontem em circunstâncias muito tensas, ela fez sinal de positivo com um sorriso malicioso no rosto, dizendo que eu teria que ficar depois do trabalho para uns trabalhinhos extras, faço sinal de positivo.
Quarta feira o sol finalmente saiu, acordo com Letícia na minha cama, ainda não acreditando no que aconteceu. No trabalho o boato de que estou pegando a chefe corre solto, mas décimos deixar em segredo, só iria assumir algum relacionamento caso se tornasse mais sério, esse foi nosso acordo. Um ano se passou acabei me amarrando mesmo com Letícia estava noivo dela, eu havia arranjado um emprego melhor, casamento marcado para o meio do ano que vem. Letícia me disse que teve noticias de Carlos, que depois de ter sido preso ele procurou ajuda está livre das drogas e que aceitou Jesus se tornou evangélico fervoroso, se casou e se mudou para o interior. Senti-me feliz por tudo ter acabado bem, o que na maioria das vezes terminaria de maneira trágica, acabou como um final feliz de novela das oito.